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Justiça determina que prefeitura assuma linhas de ônibus do Consórcio Via SL após paralisação total

Justiça determina que Prefeitura assuma linhas de ônibus do Consórcio Via SL A Justiça determinou, nessa terça-feira (14), que a Prefeitura de São Luís a...

Justiça determina que prefeitura assuma linhas de ônibus do Consórcio Via SL após paralisação total
Justiça determina que prefeitura assuma linhas de ônibus do Consórcio Via SL após paralisação total (Foto: Reprodução)

Justiça determina que Prefeitura assuma linhas de ônibus do Consórcio Via SL A Justiça determinou, nessa terça-feira (14), que a Prefeitura de São Luís assuma, em até 48 horas, a operação das linhas de ônibus do Lote 2 do transporte público, que eram operadas pelo Consórcio Via SL. A decisão foi tomada após a paralisação total do consórcio, que informou não ter condições financeiras de retomar o serviço. O juiz Douglas de Melo Martins, titular da Vara de Interesses Difusos e Coletivos, declarou a caducidade do contrato, o que encerra de forma definitiva a concessão por culpa da empresa. O consórcio é formado pelas empresas de ônibus Expresso Rei de França e Expresso Grapiúna. 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp Justiça determina que Prefeitura assuma ônibus operados pelo Consórcio Via SL após paralisação total Alessandra Rodrigues/Grupo Mirante A declaração de caducidade do contrato do Consórcio Via SL se baseia no descumprimento total das obrigações previstas na concessão e na “quebra definitiva da relação contratual por culpa exclusiva da concessionária”, segundo o magistrado. Durante audiência realizada nesta terça, o gerente da concessionária afirmou que a Via SL enfrenta uma grave crise financeira e não possui qualquer possibilidade de retomar as atividades. O processo de recuperação judicial da empresa, que tentava evitar a falência, foi encerrado por falta de condições de continuidade. Com o fim do contrato, a Prefeitura poderá assumir diretamente a operação das linhas ou contratar outra empresa em caráter emergencial. O objetivo é garantir o atendimento nas linhas do Lote 2, que atendem dezenas de bairros da capital maranhense. Para viabilizar a retomada do transporte, a Justiça autorizou a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) a utilizar até 30 ônibus que eram alugados pelo consórcio. Os veículos pertencem a uma empresa de locação e serão usados pela Prefeitura em um plano emergencial. Como contrapartida, o Município deverá depositar mensalmente R$ 10 mil por veículo em uma conta judicial, como forma de indenização à empresa proprietária dos ônibus. A decisão judicial também recomenda a preservação dos empregos dos rodoviários. O juiz sugeriu que a nova operação emergencial priorize a contratação de motoristas e cobradores que já atuavam na Via SL, para reduzir o impacto social da paralisação e garantir a renda das famílias. A Prefeitura de São Luís informou que está atuando para garantir a regularidade do sistema de transporte urbano. E que já iniciou a adoção de providências para assegurar a retomada da operação dessas linhas dentro do prazo estabelecido, com o objetivo de reduzir os impactos à população e restabelecer o atendimento às comunidades o mais rápido possível. Como parte das medidas em andamento, está sendo organizada uma operação emergencial para manter o funcionamento das linhas. Leia, abaixo, a nota na íntegra: "A Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) informa à população de São Luís que está atuando de forma firme e contínua para garantir a regularidade do sistema de transporte urbano, especialmente nas linhas que eram operadas pelo Consórcio Via SL. Diante da decisão judicial proferida em 14 de abril de 2026, a SMTT já iniciou a adoção de todas as providências necessárias para assegurar a retomada da operação dessas linhas dentro do prazo estabelecido, com o objetivo de reduzir os impactos à população e restabelecer o atendimento às comunidades o mais rápido possível. A SMTT tem participado ativamente das audiências conduzidas pela Vara de Interesses Difusos e Coletivos e pelo Ministério Público, contribuindo para a construção de soluções que garantam a continuidade e a melhoria do serviço de transporte coletivo na cidade. Como parte das medidas em andamento, está sendo organizada uma operação emergencial para manter o funcionamento das linhas. A SMTT reforça seu compromisso com a população de São Luís e seguirá empenhada na busca de soluções responsáveis e eficazes para assegurar o direito de ir e vir de todos". Risco de greve Além da crise no Consórcio Via SL, a audiência também apontou problemas em outras empresas do transporte coletivo de São Luís. O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Maranhão (STTREMA) informou que empresas do Consórcio Upaon-Açu não cumpriram o pagamento do reajuste salarial determinado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-16), o que aumenta o risco de greve. Segundo o sindicato, as irregularidades envolvem as empresas Rio Negro/Tapajós, Speed Car/Marina e Patrol, que ainda não efetuaram os valores previstos no acordo judicial. Justiça apontou "sócio oculto" como dono da empresa líder do Consórcio Via SL Justiça determina bloqueio de R$ 50 milhões de empresas ligadas ao Consórcio Via SL No terça-feira (7), a Justiça do Maranhão determinou o bloqueio de até R$ 50 milhões em bens de pessoas físicas e empresas ligadas à Expresso Rei de França, empresa líder do Consórcio Via SL, durante audiência de conciliação. A decisão apontou a existência de um sócio oculto e o uso de “laranjas” para ocultação de patrimônio. Durante a audiência, o gerente do Consórcio Via SL, Diego Rocha, informou ao juízo que o verdadeiro controlador da empresa seria Pedro Paulo Pinheiro Ferreira. Segundo a decisão judicial, todas as empresas atingidas pelo bloqueio são ligadas ao empresário Pedro Paulo. A maioria atua no setor de mineração, incluindo uma empresa de extração mineral avaliada em R$ 136 milhões. Grande parte dessas empresas está registrada no estado do Ceará. Segundo a decisão judicial, Pedro Paulo faria uso de interpostas pessoas, conhecidas como “laranjas”, para ocultar sua atuação na empresa. Entre elas estariam sua filha, Deborah Piorski Ferreira, sócia formal do grupo, e Willame Alves dos Santos, apontado como administrador da empresa, que consta na lista de beneficiários do Bolsa Família. O consórcio Via SL alegou falta de pagamento dos subsídios da Prefeitura de São Luís. No entanto, documentos apresentados pela própria empresa mostram que o Sindicato das Empresas de Transporte (SET) transferiu mais de R$ 3 milhões para a conta da empresa. No mesmo dia, a conta foi esvaziada com pagamentos relacionados a aluguel, cartão de crédito e à empresa Goldcoltan. O pagamento para os funcionários do consórcio, no entanto, não constam nesses documentos.